Lido: O Último Reino (Crônicas Saxônicas vol. 1) - Bernard Cornwell

Por estranho que isso possa parecer, eu já tinha lido o volume 3 e parte do 4 dessa série, pois acabei encontrando o livro 3 por um preço excelente há uns anos e pelo que já havia lido do autor (série O Arqueiro), acabei comprando e lendo. Essa semana, diante de umas ofertas na loja da Amazon, consegui o volume 1 por meros 9 reais e iniciei a leitura.

Bem, como falei, já conhecia o autor e o fato de ter lido um dos volumes futuros me deu uma sensação estranha quando passava pelos nomes de alguns personagens, mas nada de mais. O livro 1 na realidade começa bem lá atrás e cobre uma boa parte do tempo, levando a vida do protagonista Uhtred de seus 7 anos até os 20, coisa que lembro que no livro três é diferente, pois o livro todo se passa entre 2 ou 3 anos de vida dele.

Meus pareceres: achei o livro bem fácil de ler, uma história bem amarrada, foram poucas as vezes que tive vontade de dar um tempo (para falar a verdade, isso aconteceu mais no miolo do livro, pois o início e o final são bem ligeiros e cheios de ação). Para mim, é complicado ler as cenas de batalhas mais detalhadas, com espada cortando garganta, sangue e tudo mais, mas até que consegui passar sem muitos enjoos (rs).

O livro conta a história de Uhtred, que é filho de um dos senhores do norte da Inglaterra pré-unificação. Ele é de um reino chamado Nortúmbria, mais precisamente ele é senhor em uma fortaleza chamada Bebbanburg. Logo na primeira batalha (com os vikings, que no livro são chamados apenas de nórdicos, dinamarqueses ou pagãos, já que o autor evitou o termo por questões técnicas que ele explica em notas históricas), ele já perde o pai e tudo mais, vai parar com os dinamarqueses e é criado por eles. Vê o tio tomar suas terras e se depara com a dualidade de ter sido criado entre os dinamarqueses, mas ser inglês de nascimento. Essa dualidade ele leva por todo o livro e imagino que por toda a história, mas o ajuda em vários aspectos.

Ele aprende a lutar, ganha umas batalhas, perde outras, e aí o destino dele se enlaça com o Rei Alfredo, que na verdade é o ponto-chave da trama, porque foi o rei que conseguiu unificar a Inglaterra e a série de livros na realidade conta essa história. E é história mesmo! O autor é conhecido por atrelar, sempre que possível, fatos verídicos em sua trama, incluindo o nome dos personagens, lugares, batalhas, fatos históricos e tudo mais. Pelo que li no final do livro - numa seção chamada Notas Históricas - apenas o personagem Uhtred e o Ragnar, dentre os principais, são fictícios, o resto é tudo real mesmo, até o Ivar, o Sem-Ossos, dinamarquês bem estranho que aparece na história.

A única parte negativa para mim é que o personagem sempre consegue se safar de todas as mortes e tudo (até porque senão não haveria mais livros), mas tem umas que fica difícil de acreditar que ele poderia se safar. Na realidade, para mim só uma mesmo, quando *** os ingleses que estão como reféns são mortos pelo Guthrum e ele é o único que não matam e o deixam sozinho numa ilha. ***

Fiquei com vontade de engatar a leitura no vol. 2, mas como comprei esse por uma pechincha e o outro está 3x mais caro, vou só deixá-lo na minha wishlist e comprá-lo assim que tiver em promoção.

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Livro: O Último Reino (Crônicas Saxônicas vol. 1)
Autor: Bernard Cornwell
Terminei em: 31/08/2015 23:50h
Nota (até 5): 4

Lido: 827, Era Galática (Série Império) - Isaac Asimov

Sou fascinado pelo autor, Asimov para mim é o melhor escritor de ficção que já existiu (me desculpem Clark, Adams e Gibson). E resolvi reiniciar a leitura dos livros dele de acordo com as datas de lançamento.

O primeiro da lista é Pebble in the Sky (algo como pedrinha no céu, uma alusão à Terra vista da capital do império Trantor - no Brasil o título ficou como 827, Era Galática) e que, apesar de ser o primeiro livro lançado, veio após diversas estórias curtas publicadas em revistas de sci-fi.

O começo é bem lento, com uma explicação densa de como um dos personagens consegue viajar no tempo graças a uma falha nas “estruturas de tempo do espaço”, mas logo começa a ter uma narrativa rápida e cheia de mudanças de cenas - isso é um traço da literatura asimoviana, um capítulo é entrecortado por cenas contadas de várias perspectivas.

Um dos traços que mais admiro nas obras, nessa incluso, é que durante o enredo você é bombardeado por várias informações científicas que vão clareando e embasando os conceitos científicos envolvidos (Asimov era um exímio pesquisador). Isso acontece no livro principalmente quando é explicado o funcionamento do Sinapseador, uma aparelho desenvolvido por um cientista terrestre (Dr. Shekt) para estimular as sinapses num cérebro humano (e funciona), além das explicações de radioatividade, etc.

O romance dos personagens Arvardan e Pola Shekt (filha do cientista) começa a ficar bem insistente do meio da trama ao final (eu achei até um pouco forçado em algumas vezes), e você chega à parte final do livro com muita tensão nos acontecimentos (que passam a ser narrados praticamente de hora em hora) e uma narrativa que deixa os fatos acontecendo quase que simultaneamente em vários personagens diferentes.

Ufa! No geral adorei a leitura, apesar de ter demorado para passar do início. Como primeiro livro publicado, dá para notar que há muito a ser aperfeiçoado. A meu ver, o final pareceu um pouco acelerado, como se fosse necessário terminar logo o livro ali.

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Livro: 827, Era Galática (Pebble in the Sky)

Autor: Isaac Asimov

Terminei em: 19/08/2015 15h

Nota (até 5): 3.5

Procurando a próxima montanha!

O título do blog - e que deveria ter sido o primeiro post de todos - faz menção a um texto bem batido que recebi uma vez por e-mail. O texto falava de uma lenda budista, que dizia que um conselho dos sábios era que você sempre mirasse no seu horizonte, escolhesse a maior das montanhas e fizesse dela o seu objetivo maior. Ao chegar no topo dessa, mirasse para o horizonte e então veria muitas outras (imagine-se no Tibet), elegeria então a próxima mais alta e assim acabaria fazendo desse um ciclo infindável. No final das contas, você perceberia uma coisa: não teria alcançado nunca a mais alta das montanhas, mas teria se tornado um excelente alpinista.

O que isso me trouxe vai além das palavras batidas. Eu sempre precisei de motivação extra para lidar com a vida, não que eu seja uma pessoa triste, longe disso. Mas sinto-me muito bem quando tenho uma montanha na frente para escalar (figurativa!). Mirar o horizonte e não ter um objetivo claro me deixa entediado e não demoro a buscar uma mudança. O blog poderia chamar-se “mudando sempre”, que era o nome de um outro documento que iniciei e nunca terminei (sim, um livro), mas optei por esse, tanto pelo simbolismo do significado (recebi o e-mail em um aniversário), quanto pelo fato de que escolher e depois escalar uma montanha é um trabalho sempre ligado às histórias de superação.

Continuo subindo uma montanha, mas sempre pensando na próxima. Já me convenci de que viverei sempre assim. Me sinto pleno, realizado em alguns momentos, mas logo me vejo tentado a começar algo novo, a subir em algum monte.

P.S.: O blog é uma forma de forçar-me a escrever. Colocar para fora todas as teorias e conjecturas que eventualmente povoam minha mente (povoam o tempo inteiro, na verdade). Tentar deixar um rastro claro das minhas ideias e de uma forma geral contribuir para quem estiver disposto a me ler! :)