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Qual é o seu dia do silêncio?

Quantas vezes nos últimos meses você teve um dia sem falar nada, nem com você mesmo?

A experiência em Curitiba

Quando eu tinha 17 anos, estava finalizando o ensino médio e decidi que queria fazer uma faculdade fora da minha cidade, e escolhi morar em Curitiba. Dentre todos os processos que foi essa mudança drástica (que cabem em outras postagens), teve um que foi extremamente novo e interessante para mim: como não conhecia ninguém na cidade, tive a experiência de ficar por vários dias sem falar nada, nem comigo, nem com ninguém. Um silêncio absoluto, que dava lugar a muitos pensamentos. Eu conseguia ficar dias e dias somente processando informações, refazendo planos, analisando possibilidades. Eu acredito que nunca tinha experimentado, em toda a minha vida, períodos tão longos sem falar nada com ninguém.

Depois que comecei a socializar mais, comecei a trabalhar, me meti nos cursos, etc., sentia falta desses momentos e, sempre que podia, eu reservava um final de semana em casa, sem sair, somente comigo e meus pensamentos.

O dia do silêncio

Desde então, quando começo a achar que tem ruído demais, que estou começando a deixar de ouvir meus pensamentos ou deixando de pensá-los mais profundamente, dou um jeito de inventar uma viagem ou tirar um dia de fuga (não é nem de folga), deixar os ouvidos silenciarem para ouvir melhor os pensamentos.

No exato momento que escrevo este post pro meu blog, estou vivendo um dia desses: silêncio, a boca praticamente imóvel por horas, até a respiração se torna mais audível. E os pensamentos florescem. Dá para repensar bastante coisa, dá para processar muita informação. Inclusive, eu adoro essa expressão: processar informação. Porque é o que mais quero fazer e acabo buscando nas pessoas com quem trabalho, por exemplo, que elas processem a informação, que leiam, ouçam, vejam, mas que antes de repassarem, processem, derivem, computem, sempre entreguem algo a mais, nem que seja uma simplificação, mas que não seja a informação crua.

Refúgio e limpeza da mente

Então mesmo com família, amigos, colegas de trabalho, faculdade e tudo mais, arrume o seu refúgio. Pode ser uma viagem sozinho (ir para um evento/congresso é uma desculpa socialmente aceita na maioria dos casos). Invente uma viagem longa de carro, vá para o escritório quando todos estiverem fora. É uma grande limpeza da mente, posso garantir que funciona muito bem para mim e imagino que vai funcionar bem para você também.

O Efeito IKEA

Esse texto não é traduzido de nenhum lugar, é nosso. É história verídica Fermen.to e sobre como descobrimos que somos bons. E não somente naquilo que estudamos para fazer, somos bons em TUDO.

Éramos bons em esperar. Esperamos que o cliente gostasse, esperamos que a nossa obra ficasse incrível, esperamos o bem do coração dos outros e é aí que aprendemos que esperar não leva ninguém a nada, então surpreendemos com a nossa criatividade.

Tomamos as rédeas dos nossos planos e é 100% unânime: a Fermen.to é nossa segunda casa com gostinho de primeira.

Uma certeza que temos? O Efeito Ikea nos atingiu em cheio. Amamos cada vez mais o que fazemos, estamos construindo a nossa história com as próprias mãos e se você ainda tem dúvida do que fazemos, eu respondo essa pergunta fácil: arrumamos soluções criativas. Essa é nossa essência, e a gente nem percebe, mas está sempre solucionando não só a vida dos clientes, mas a nossa também com muita resiliência, criatividade e cada vez mais unidos.

O que esse texto quer passar? Talvez que você não tem que esperar nada de ninguém, ou que esse é um convite pra você contar sua história pra gente, talvez que quando você faz algo com amor, ela sai acima das expectativas.

Se ainda vamos errar? Vamos. Mas repetir erros, com certeza não.