Lido: Sombras de Reis Barbudos, do José J. Veiga (Companhia das Letras) (1/12 #2022)



Sombras de Reis Barbudos é para mim a melhor obra até agora lida do JJ Veiga. Sabendo-se do contexto do livro, que foi escrito em plena ditadura militar brasileira, a leitura se torna mais genial ainda, unindo seu realismo fantástico com todo um ambiente político e social daquele momento.

Começo o ano de 2022 fechando a leitura de um livro simplesmente genial: Sombras de Reis Barbudos, escrito pelo goiano José J. Veiga. É uma das obras mais bem pensadas que já li, de verdade. O livro em si habita no universo do realismo fantástico já conhecido das obras do JJ, o que é super interessante, porque ao mesmo tempo que é uma leitura rápida, direta, você na cabeça do personagem e tudo transcorrendo como se fosse a coisa mais natural do mundo (lembra bastante os livros do J.D. Salinger, que inclusive os nomes, com iniciais, parecem bastante não é?), também começam a ocorrer situações inimagináveis: um monte de muros aparecem no meio da cidade, urubus começam a entrar nas casas das pessoas, etc.

Só que o desenrolar é kafkaniano (esse sim, um autor que foi inspiração pro JJ), ou seja, de repente tudo muda, as pessoas duvidam do que aconteceu ou simplesmente parece que não aconteceu. Tudo conduzido com maestria na cabeça do personagem principal, o Lucas, que vai narrando aquilo com uma certa inocência, mas com convicção.

O resto é história, você tem que ler para imergir na escrita e acredito que vai gostar bastante.

Para mim foi uma ótima forma de começar 2022. Um livro que até parece atual para os dias de hoje, em que parece que é preciso confirmar duas vezes sempre o que é verdade e o que é fantasia.

Nota

Eu sempre gosto de dar notas baseadas na emoção de terminar o livro, então quase sempre são baseadas mais no momento atual do que numa régua certinha de mensuração de qualidade de tudo que já li. Então para esse aqui é 5. Genial a parte do mágico e como o contexto histórico está presente no livro.

Livro: Sombras de Reis Barbudos 
Autor: José J. Veiga
Terminei em: 01/01/2020 16:00h
Nota (até 5): 5




Lido: Mortes dos Reis (Crônicas Saxônicas vol. 6) - Bernard Cornwell

Versão Digital
Vamos falar do livro 6 da série Crônicas Saxônicas: Morte dos Reis que, como o Cornwell sempre faz, te dá pelo título um spoiler da trama e você passa o livro inteiro imaginando a hora que acontecerá e mesmo assim é surpreendido quando o tudo acontece!

Por ser o sexto livro da série (e após o quinto, que para mim foi um dos momentos mais fortes e com o final muito impactante), imagino que o leitor já tá bem cansado (Imagine Uhtred, não é mesmo?). E assim se passa o livro: é uma leitura mais lenta, mais carregada, cansativa em muitos momentos. Uhtred já não tem mais a sua idade tenra, as batalhas ficam cada vez mais apreensivas, claro que o leitor sabe que ele sobreviverá (ele é o narrador da história já em sua velhice, desde o livro 1), então isso nos dá uma certa confiança na vitória, mas no geral são batalhas mais mornas, sem muito favoritismo e com algumas perdas de personagens importantes. Muito diálogo, muita estratégia envolvendo os reinos e muitas traições também.

Um destaque interessante: neste livro dá para perceber que a religião começa a "ganhar o jogo", tanto os cristãos quanto os dinamarqueses apelam para o poder da fé como arma nas batalhas e mesmo o Uhtred, que é tão cético e muitas vezes debochado com isso, se rende ao poder da fé (não se convertendo) para que consiga influenciar positivamente seus soldados e ganhar a batalha final.

O rei Alfredo, como todos já imaginamos, morre neste livro. Não é uma morte rápida e óbvia, ela vai acontecendo durante praticamente todo o livro e muita coisa acontece girando ao redor desse iminente evento. Uhtred se encontra empobrecido, mas, durante o livro, ele consegue uma reviravolta, graças ao Alfredo em seu leito de morte. A única batalha que vale a pena ler – que é o que os leitores do Bernard Cornwell adoram – é a última e já dando um spoiler aqui: ela é muito mais o título do livro do que a morte do Alfredo em si. 

Cornwell não decepciona, é um excelente escritor e nos traz sempre uma história muito boa de ler, de acompanhar. Eu confesso que já estou cansado e não vejo a hora de Uhtred de fato recuperar sua fortaleza em Bebbanburg, mas imagine que ainda estou no livro 6, indo para o 7, e a série já se encontra no livro 11 (recentemente ele anunciou o 12 e disse que não será o último). Então, há muita terra ainda para andar e coisas para acontecer. Me restam dúvidas de como isso vai acontecer ou de como vai ser o roteiro até o final, já que no início da série se tratava de histórias como os clássicos do Bernard Cornwell, com muitas guerras e espadadas e machadadas e o Uhtred agora já tem quase 50 anos e já não tem mais o perfil e/ou já não consegue mais manter - de forma verdadeira - um perfil de ágil lutador.

Nota

Pensei em dar uma nota 3, mas manterei a nota 4, afinal apesar de ter levado quase 3 meses entre idas e vindas na leitura, consegui me prender bastante no final, principalmente com o resultado da batalha final, que nos dá aquele prazer de justiça sendo feita e da vitória!

Livro: Morte dos Reis (Crônicas Saxônicas vol. 6) 
Autor: Bernard Cornwell 
Terminei em: 02/08/2020 17:50h
Nota (até 5): 4

O Óbvio e o Pós-Óbvio

Nossa geração sempre foi viciada em fugir do óbvio, praticamente um mantra que seguimos sempre. Inovação, disrupção, quebra de paradigmas. Mas aí vem a pergunta: o seu público entende o que é óbvio para você?

Na ânsia em criar a próxima grande coisa – quebrando paradigmas – acabamos por perder a noção de que é mesmo o óbvio que precisa ser feito. Ele é o que a grande maioria das pessoas está vivendo, é o óbvio que essas pessoas estão consumindo.

O problema é que por estarmos situados nessa bolha tecnicista, estamos sempre pensando no além dele, ficamos situados no que chamo de O pós-óbvio. O pós-óbvio é aquela piada incrível que você contou na mesa, mas que ninguém riu. O pós-óbvio – embora soe óbvio, é melhor dizer – é o futuro do óbvio, é onde ainda chegaremos, é onde nós estaremos após os muitos tijolos do evidente já estarem ordenados.

Mas não ache que pelo óbvio estaremos no pior ou no mesmo, precisamos entender o óbvio, aprendê-lo e fazer o melhor dele. Tudo no mundo é um remix, se você olhar de perto a história do computador pessoal você vai perceber isso. O que é o sistema do Mac se não uma versão melhorada do Linux (BSD pros mais exigentes)? É como pensar em como surgiram as pirâmides: a melhor conclusão é que a estrutura piramidal é óbvia, é como todos empilhamos coisas, com bases largas e novos andares cada vez menores.

Longe de querer que você deixe de inovar, é preciso inovar, é preciso quebrar paradigmas, mas é muito, muito importante fazer o óbvio. O óbvio não é necessariamente o velho, ele é o evidente, e o nosso campo de ação se restringe às evidências.

Esse trabalho de detetive, de olhar, aprender e descobrir o que é óbvio lembra muito aquela já famosa frase do grande Leminski:
Isso de ser exatamente como se é ainda vai nos levar além.

2018 - Metas

Sempre fui uma pessoa inconstante. Logo no começo da minha vida/carreira, eu achava que isso seria o meu maior obstáculo a ser enfrentado. Com o tempo, aceitei que eu era assim, minha natureza, e que isso ao invés de ser um grande revés, seria uma das minhas melhores qualidades. Sim, estou sempre ali, à procura do novo, da vida nova, de um caminho novo. O que era incerto se tornou meu trunfo de vida, de inquietude.

Em 2018, marco um ciclo de 4 anos profissionais, eu já sei que é o meu tempo máximo de estagnação, são sempre em 4 anos que eu dou guinadas maiores, tangencio tudo. E nesse ano não será diferente.

1. Simplificar minha empresa

Tudo na vida envelhece, e as empresas também envelhecem. Percebi isso em 2017 e sei que é hora de tomar decisões em 2018. A principal delas é simplificar a operação da empresa. Tempo gasto demais, gerenciando gente demais, fornecedores demais, problemas demais. Simplificar significa enxugar tudo que se pode cortar. Não só coisa morta, mas tudo que se pode desfazer para voltar a respirar e crescer.
Escolher é perder.

2. Focar em Produtos (ou voltando à minha natureza)

Quando se abre um negócio, o ponto inicial é buscar o equilíbrio financeiro, operar o mais rápido possível no azul. Na minha busca por criar uma empresa de produtos, tive que topar fazer alguns serviços, como uma forma de monetizar e conseguir estruturar uma equipe, equipamentos, etc.

O problema é que esse círculo é vicioso e é preciso definir limites de ganhos/tamanho para os serviços, senão você fica refém deles e trabalha-se apenas para zerar a conta. Todo mês.

3. Produtizar tudo

Sabendo que não há a chance de cortar serviços de uma só vez, o plano agora é transformar todas as oportunidades de serviço em possíveis produtos escaláveis e vendáveis. Um relatório, um envio de pesquisa, uma tomada de opinião, qualquer tarefa repetitiva pode se tornar um produto para resolver a questão interna e já ser uma opção para outros negócios também resolverem os seus.

4. Apostar em pessoas ambiciosas

Não leve esse subtítulo a mal, mas o maior déficit no empreendedorismo é de motivação. Não é fácil manter um time motivado o tempo todo, mesmo com liberdade, salários, prêmios, etc. Seria fantástico se as pessoas já viessem e se mantivessem motivadas o tempo todo, mas isso não vale nem para o tipo que quero buscar em 2018: os ambiciosos.

Os ambiciosos não são oportunistas ou simplesmente mercenários que você teria que ir atrás. Não, são pessoas boas (na maioria das vezes), esforçadas, comprometidas, mas que têm um adicional: elas querem mais, elas querem crescer, ser independentes, viajar o mundo, conquistar coisas novas e sabem que isso será possível por fruto do seu trabalho. Quero encontrar mais pessoas assim, pois o ambiente que crio é bom para elas, para serem livres e para conseguirem ser as melhores.

Não confunda ambição com ganância. Uma pessoa ambiciosa quer mais e melhor, enquanto uma pessoa gananciosa quer tudo só para si e a qualquer custo.
– Mário Sergio Cortella

O poder de uma cultura Disruptiva!

Um dos pontos mais interessantes do ecossistema de startups é o famoso "estilo google" ou "estilo facebook" de ser, onde os funcionários vivem numa espécie de Disneylândia, onde "tudo é liberado", "não tem horários", etc. É fascinante mesmo, tudo que a geração dos Millennials mais almeja: liberdade.

Falo sempre que a maior necessidade do ser humano não é dinheiro nem poder, a nossa maior necessidade mesmo é liberdade. Não suportamos sermos aprisionados por absolutamente nada, seja um relacionamento, um emprego, um ambiente ruim, uma obrigação e tudo mais. E é apenas um passo para perceber que a melhor forma de manter um ambiente formidável de trabalho é dando liberdade às pessoas: liberdade para decidir qual o seu melhor horário de trabalho, liberdade para desenvolver sua forma de agir. Isso é o que chamamos de uma empresa com cultura aberta, muitas vezes acompanhada de cultura de compartilhamento, que também envolve o espírito de partilhar o conhecimento, ouvir sempre as pessoas na hora de resolver problemas e manter um ambiente onde todas possam ter a oportunidade de participar. Esses dois adjetivos trazem ao ambiente corporativo uma relação mais honesta e confortável para as pessoas, e isso é uma conta bem lógica: pessoas mais felizes rendem mais, entregam mais.

Não dá para introduzir uma cultura do dia pra noite, ela na verdade nunca consegue ser imposta, uma cultura assim precisa ser desenvolvida, começando de cima para baixo, onde os líderes conduzem de forma mais justa. Não é o caso de ser "bonzinho", mas é contra a cultura de sempre ser "malzinho", a síndrome do esporrismo, onde parece que as coisas só funcionam com rigidez e truculência (realmente funcionam, mas por pouco tempo, nenhuma instituição no mundo que usou a força e a violência durou tanto tempo, a história está aí para provar). A cultura precisa ser sempre discutida, aperfeiçoada, em reuniões onde todos sintam-se a vontade para opinar, para melhorar, focando sempre na solução e nunca no problema.

Muitas empresas hoje já notaram que é a chave para o sucesso, é só olhar para qualquer TOP100 de empresas ricas ou "melhores lugares para trabalhar", a diferença não está mais em remuneração, está na cultura dessas empresas, em como elas lidam com as pessoas, como elas entram num ciclo de melhoramento permanente.

Manter um excelente ambiente de trabalho te fará atrair as melhores pessoas, melhores pessoas te farão entregar os melhores produtos, com os melhores produtos, você atrairá os melhores clientes e com essa corrente você certamente terá uma empresa com uma cultura fora-de-série.

Lido: O Último Reino (Crônicas Saxônicas vol. 1) - Bernard Cornwell

Por estranho que isso possa parecer, eu já tinha lido o volume 3 e parte do 4 dessa série, pois acabei encontrando o livro 3 por um preço excelente há uns anos e pelo que já havia lido do autor (série O Arqueiro), acabei comprando e lendo. Essa semana, diante de umas ofertas na loja da Amazon, consegui o volume 1 por meros 9 reais e iniciei a leitura.

Bem, como falei, já conhecia o autor e o fato de ter lido um dos volumes futuros me deu uma sensação estranha quando passava pelos nomes de alguns personagens, mas nada de mais. O livro 1 na realidade começa bem lá atrás e cobre uma boa parte do tempo, levando a vida do protagonista Uhtred de seus 7 anos até os 20, coisa que lembro que no livro três é diferente, pois o livro todo se passa entre 2 ou 3 anos de vida dele.

Meus pareceres: achei o livro bem fácil de ler, uma história bem amarrada, foram poucas as vezes que tive vontade de dar um tempo (para falar a verdade, isso aconteceu mais no miolo do livro, pois o início e o final são bem ligeiros e cheios de ação). Para mim, é complicado ler as cenas de batalhas mais detalhadas, com espada cortando garganta, sangue e tudo mais, mas até que consegui passar sem muitos enjoos (rs).

O livro conta a história de Uhtred, que é filho de um dos senhores do norte da Inglaterra pré-unificação. Ele é de um reino chamado Nortúmbria, mais precisamente ele é senhor em uma fortaleza chamada Bebbanburg. Logo na primeira batalha (com os vikings, que no livro são chamados apenas de nórdicos, dinamarqueses ou pagãos, já que o autor evitou o termo por questões técnicas que ele explica em notas históricas), ele já perde o pai e tudo mais, vai parar com os dinamarqueses e é criado por eles. Vê o tio tomar suas terras e se depara com a dualidade de ter sido criado entre os dinamarqueses, mas ser inglês de nascimento. Essa dualidade ele leva por todo o livro e imagino que por toda a história, mas o ajuda em vários aspectos.

Ele aprende a lutar, ganha umas batalhas, perde outras, e aí o destino dele se enlaça com o Rei Alfredo, que na verdade é o ponto-chave da trama, porque foi o rei que conseguiu unificar a Inglaterra e a série de livros na realidade conta essa história. E é história mesmo! O autor é conhecido por atrelar, sempre que possível, fatos verídicos em sua trama, incluindo o nome dos personagens, lugares, batalhas, fatos históricos e tudo mais. Pelo que li no final do livro - numa seção chamada Notas Históricas - apenas o personagem Uhtred e o Ragnar, dentre os principais, são fictícios, o resto é tudo real mesmo, até o Ivar, o Sem-Ossos, dinamarquês bem estranho que aparece na história.

A única parte negativa para mim é que o personagem sempre consegue se safar de todas as mortes e tudo (até porque senão não haveria mais livros), mas tem umas que fica difícil de acreditar que ele poderia se safar. Na realidade, para mim só uma mesmo, quando *** os ingleses que estão como reféns são mortos pelo Guthrum e ele é o único que não matam e o deixam sozinho numa ilha. ***

Fiquei com vontade de engatar a leitura no vol. 2, mas como comprei esse por uma pechincha e o outro está 3x mais caro, vou só deixá-lo na minha wishlist e comprá-lo assim que tiver em promoção.

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Livro: O Último Reino (Crônicas Saxônicas vol. 1)
Autor: Bernard Cornwell
Terminei em: 31/08/2015 23:50h
Nota (até 5): 4

Lido: 827, Era Galática (Série Império) - Isaac Asimov

Sou fascinado pelo autor, Asimov para mim é o melhor escritor de ficção que já existiu (me desculpem Clark, Adams e Gibson). E resolvi reiniciar a leitura dos livros dele de acordo com as datas de lançamento.

O primeiro da lista é Pebble in the Sky (algo como pedrinha no céu, uma alusão à Terra vista da capital do império Trantor - no Brasil o título ficou como 827, Era Galática) e que, apesar de ser o primeiro livro lançado, veio após diversas estórias curtas publicadas em revistas de sci-fi.

O começo é bem lento, com uma explicação densa de como um dos personagens consegue viajar no tempo graças a uma falha nas “estruturas de tempo do espaço”, mas logo começa a ter uma narrativa rápida e cheia de mudanças de cenas - isso é um traço da literatura asimoviana, um capítulo é entrecortado por cenas contadas de várias perspectivas.

Um dos traços que mais admiro nas obras, nessa incluso, é que durante o enredo você é bombardeado por várias informações científicas que vão clareando e embasando os conceitos científicos envolvidos (Asimov era um exímio pesquisador). Isso acontece no livro principalmente quando é explicado o funcionamento do Sinapseador, uma aparelho desenvolvido por um cientista terrestre (Dr. Shekt) para estimular as sinapses num cérebro humano (e funciona), além das explicações de radioatividade, etc.

O romance dos personagens Arvardan e Pola Shekt (filha do cientista) começa a ficar bem insistente do meio da trama ao final (eu achei até um pouco forçado em algumas vezes), e você chega à parte final do livro com muita tensão nos acontecimentos (que passam a ser narrados praticamente de hora em hora) e uma narrativa que deixa os fatos acontecendo quase que simultaneamente em vários personagens diferentes.

Ufa! No geral adorei a leitura, apesar de ter demorado para passar do início. Como primeiro livro publicado, dá para notar que há muito a ser aperfeiçoado. A meu ver, o final pareceu um pouco acelerado, como se fosse necessário terminar logo o livro ali.

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Livro: 827, Era Galática (Pebble in the Sky)

Autor: Isaac Asimov

Terminei em: 19/08/2015 15h

Nota (até 5): 3.5